No Sertão, “Por Trás do Céu” mostra superação e força feminina

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Nathalia Dill como Aparecida em “Por Trás do Céu” – Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (06), estreia nos cinemas “Por Trás do Céu”, longa do diretor e roteirista Caio Soh, que conta a história de Aparecida (Nathalia Dill) e Edivaldo (Emílio Orciollo Neto), um casal que vive escondido no meio do Sertão, após a jovem ter sido violentada pelo patrão.

O filme está longe de ser apenas mais uma história da miséria do povo nordestino.Caio Soh não quis um filme documental e sim, um Sertão mítico sem se afastar da realidade que todos já conhecem.

De acordo com Nathalia Dill, “Por Trás do Céu” retrata o Sertão dentro de nós. “Esse lugar que eles moram, quase excluído, inexistente, representa o lugar solitário que cada um de nós temos. O filme é mais uma homenagem do que ilustração de um Sertão real”, disse a atriz.

Por outro lado, “Por Trás do Céu”, tem um cunho feminista, porque mostra como uma mulher pode lidar com uma situação de violência sem desacreditar na vida. Aparecida é violentada pelo ex-patrão no meio do Sertão e o marido resolve se vingar. Enquanto ela tenta seguir em frente e esquecer o passado,Edivaldo ainda planeja a morte do ex-patrão.

“Aparecida e Edivaldo representam o céu e a terra. Enquanto ela tem verdadeira fascinação pelo céu e quer resolver as coisas por lá, o marido é enraizado na dor que não consegue superar. Ele vê tudo racionalmente”, disse o diretor Caio Soh.

Aparecida quer voar, montar um foguete e saber o que tem por trás do céu, um exemplo de força e superação vindo de uma mulher tão simples e humilde e quase sem experiência na vida.

Além de Nathalia Dill e Emílio Orciollo Neto, “Por Trás do Céu” conta com Paula Burlamaqui e Renato Góes formando um quarteto quase que teatral, mas que trazem boas reflexões para a vida.

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Foto: Divulgação

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